Chico Xavier (Daniel Filho, 2010)

6,1/10

Considero extremamente difícil falar de filmes biográficos de personalidades reconhecidas. Ao ir ao cinema assistir a Chico Xavier, tive que me despir de várias de minhas personas em prol do objetivo do filme: sou agnóstico mas de mãe com tendências fortemente católicas (e querendo ou não, a força cultural, religiosa e moral que advém de nossos ascendentes é determinante na formação de nossa personalidade), sou cético e gosto de sutilezas, sou absolutamente apaixonado por personagens e admiro em demasia a tridimensionalidade em suas concepções, por achar um trabalho muito complexo.

Pois bem, o filme desconstrói e ataca todas estas características pessoais, e, portanto, reforço que se torna muito difícil comentá-lo. Gostaria de ressaltar que é imperativo que o filme é uma homenagem, uma dedicatória explícita a Chico como tudo que representou na vida das milhares de pessoas as quais influenciou. Até mesmo no início, na primeira tela, o diretor afirma que não é objetivo da obra relatar a vida inteira de uma pessoa, é como se isso fosse demasiadamente pretensioso (e é verdade, claro).

Dito isto, o filme parte de uma premissa muito boa, onde Chico Xavier, mais maduro e experiente discursa em uma entrevista de um programa de nome Pinga Fogo sobre diversas perguntas polêmicas sobre a veracidade de seus atos, sua convivência com a adoração, fama em contraponto com o ódio e a incompreensão, dentre outras. A partir daí, podemos contemplar Chico nas diversas fases de sua vida, iniciando na infância, passando pela adolescência e os fatos marcantes da vida adulta.

Quando falo nos contrapontos devo deixar claro que, a partir de certa análise subjetiva, são críticas sempre ao filme e jamais ao homem Chico, a qual não tenho conhecimento de causa para discursar e sou mínimo para falar de quaisquer de suas vivências.

Em princípio, o filme apresenta uma falha crucial: a necessidade de mostrar a manipulação da mídia sobre o foco das câmeras e tornar tudo um espetáculo como se fosse uma guerra por audiência (constituindo, naturalmente, a visão de um dos diretores e sua forma de conceber um programa televisivo) é altamente válida, mas prejudica o ponto mais interessante da estória. Muitas vezes vemos Chico falar sobre eventos interessantíssimos, repletos de conhecimento, cortados bruscamente pela voz de Tony Ramos sobre o enfoque da câmera ou para o drama pessoal da personagem de Cristiane Torloni (sua esposa).

Outra característica que não me atrai é a unidimensionalidade da retratação da Igreja Católica, que conta com um padre altamente caricato que não dá explicações sérias e plausíveis ao garoto e tampouco ao jovem Xavier de acordo com sua visão. Ele funciona muito mais como um alívio cômico e figura fechada que como um profundo conhecedor da palavra perpetuada em sua igreja. O Padre representado por Cássio é ainda mais limitado pelos entraves. Naturalmente que todos sabemos de como era a influência do catolicismo em todas as instâncias e o quanto uma figura “ameaçadora” como a de Chico seria recebida por ela, mas acho que não se justifica essa visão unilateral que acaba por enfatizar uma dicotomia bem x mal (Chico x Igreja), uma vez que o personagem representado e homenageado não apresenta facetas humanas, aparentemente. O fato é que Chico é bom DEMAIS para ser humano, ele não apresenta falhas, defeitos, é todo virtude em todas as fases da vida.

Essas personificações do bem x mal parecem impróprias e desnecessárias, ao meu ver, uma vez que Chico fala por si, por suas obras e as pessoas que ajudou. Estaria se confundindo uma personalidade notória com um panfleto pró-espírita? Ora, se o filme trata o ponto de vista de Chico (inclusive dando plena credibilidade ao que faz, não deixando dúvidas sobre insanidade ou irrealidade, conforme anunciado por todos os cantos, em trailers e teasers do filme) se torna ainda mais poderosa esta arma inconsciente (?) dualística, o que para mim, prejudica enormemente o padrão da homenagem.

Enfim, aprecio a abordagem sutil, os personagens complexificados, a atmosfera envolvente. Não encontrei isto no filme de Daniel Filho, mas admito que deverá ser uma surpresa agradabilíssima aos fãs incondicionais do médium.

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~ por mrscofield em 11/04/2010.

17 Respostas to “Chico Xavier (Daniel Filho, 2010)”

  1. Oi Silvio, é a Sheila, do Cinema Fantástico.

    Então… minha dificuldade, se é que posso chamar assim, de julgar o filme tem motivo exatamente contrário ao seu: vindo de família espírita há 4 gerações, cresci lendo livros de Chico Xavier e conhecendo muito de sua vida, através da minha mãe e de pessoas que com ele estiveram.

    Não acho que o mostrado da igreja católica tenha sido caricato, acho que foram os dois padres com os quais ele conviveu e que tinham essa visão do Espiritismo que, na verdade, não é muito estranha de se encontrar até hoje e nem contra a Doutrina Espírita que sempre foi muito combatida no começo por essa igreja – existe inclusive um fato conhecido como Auto de Fé de Barcelona, que aconteceu por volta de 1860, onde centenas de livros de Allan Kardec foram queimados por ordem de um bispo.

    Mas, desculpa, estou falando de uma coisa que não é exatamente o filme :$

    Dele, achei-o fiel ao que conhecia da personalidade retratada e fiel também ao livro no qual de baseou, de Marcel Souto Maior que nem espírita é. Gostei muito de utilizarem como ponto de partida a entrevista no Pinga-Fogo porque foi a partir disso que muita gente da época ouviu falar do médium – e o filme o apresenta ao público, a partir do mesmo ponto.

    Gostei do filme mas como você deve ter percebido, sou suspeitíssima pra falar.

    Ótimo post, como sempre.

    Bjks e boa semana.

  2. Olha, presença ilustre no site. Seja muito bem vinda, Sheilinha. Bom, eu, como sabe, adoro conhecer outros pontos de vista, especialmente neste caso, onde você tem uma convivência muito maior com a religião que eu. Você trouxe à tona fatos novos que eu não conhecia como a leitura do livro (embora soubesse que é baseado nas “Vidas de Chico Xavier”, não li e, portanto, não conheço a fidelização a que se referiu). Entretanto, considero ambas mídias bem distintas. Também considero comum o que considerei caricaturização mais pelo filme mesmo, é eu mesmo que sou chato e não gosto, haha. Poderíamos ter um padre que o condenasse, mas utilizasse princípios mais fortes provenientes da própria Igreja (mas há de se destacar que o filme é contado do ponto de vista de um protagonista).O que mais me marcou, entretanto, foi que o extinto programa da TV Tupi parecia extremamente interessante, mas eles não deixavam o Chico falar, porque toda hora cortavam para outros personagens do filme, especialmente o incrédulo personagem do Tony Ramos, ô saco… ¬¬
    Ah, e dê sua nota para o filme em estrelas acima! : ))

  3. Oi Scofa!

    É complicado falar de outras religiões, mas nós sabemos que a igreja católica se baseia em dogmas, que devem ser aceitos e não questionados. Talvez a idéia dos padres seja a mesma: é errado conversar com espíritos e pronto!

    Seria legal ter visto mais do programa Pinga-fogo do qual, se não me engano Chico participou duas vezes – nas cenas reais no final do filme, vemos que são duas imagens distintas. Sei que existe um livro publicado com as perguntas e respostas dadas por ele ali. E encontrei agora o programa na net. Caso queira ver, o link é: http://video.google.com/videoplay?docid=1832677517507007078# 🙂

  4. Valeu, Sheilinha, vou dar uma olhada no link sim, que barato. Ah, sim, a Igreja Católica é baseada em dogmas altamente enraizados porque crêem que foi o que Deus deixou para nós, então não pode ser mutável (questionável DEMAIS, mas…). Mas posso te fazer uma pergunta? Chico fala muito em passagens bíblicas, o que me leva a supor que ele acredita nela, coisa que jamais acreditei que pudesse ocorrer – pois acreditava ser vertentes absurdamente diferentes – em minha plena ignorância do tema (soube depois que Alan Kardek, fez uma reinterpretação, é isso?). Gostaria de saber como ele lidava com as passagens específicas onde os católicos dizem que não se deve comunicar com os mortos, inclusive chamando os que faziam de falsos profetas, condenam cartomantes e pessoas ligadas ao sobrenatural e, por outro lado, coisas como a ressurreição de Jesus.

    • Então Scofa,

      O Espiritismo é um doutrina cristã mas que se prende ao Novo Testamento, a segunda parte da bíblia, aquela que traz os livros escritos a partir do nascimento de Jesus. O que você deve estar chamando de reinterpretação feita por Kardec deve ser o Evangelho segundo o Espiritismo, livro que traz a base religiosa da Doutrina Espírita. Neste Evangelho, o que encontramos é apenas uma explicação de passagens originais dos evangelhos encontrados na bíblia, além de comentários feitos, das mesmas, por espíritos superiores.

      Não encontramos nada na bíblia, nem nos livros do Velho Testamento, que vá contra o que o Espiritismo diz. Por exemplo, o que é encontrado na bíblia é que Moisés condenou a comunicação com os espíritos quando o interesse não fosse nobre. Como ele poderia condenar o que ele mesmo fazia? Em várias passagens da vida dele, ele fala com antepassados já mortos, com anjos, etc. Agora, um absurdo encontrado em algumas traduções da bíblia é a condenação ao “Espiritismo” e aos “Espíritas”. Ora, como Moisés poderia usar estes termos se os mesmos só foram criados por Kardec no século XIX? Além do mais, este tipo de comunicação que vou chamar de fútil, o próprio Espiritismo também não aprova.

      Na ressurreição de Jesus nós não cremos porque não cremos na morte. O que aconteceu foi uma materialização de seu espírito, fenômeno nada incomum nem impossível de acontecer, ainda mais relacionado a Jesus, o espírito mais puro e superior que já passou pela Terra.

      Não sei se te esclareci… rsrs

  5. Mais um Up! Esclarecidíssimo. Ah, então a condenação foi de Moisés e não da palavra divina diretamente, digamos. Se o termo foi cunhado depois, logicamente, deve haver alguma subversão da escrita original conforme a gente sempre imaginou ocorrer. Já vi alguns estudiosos dizerem que a escrita da bíblia mesmo após tantos anos jamais foi alterada.
    Ah, me explica mais uma coisa: O Chico insinua – a dedução vem do próprio apresentador – que figuras como Gandhi e outras personalidades maravilhosas também representariam a psicografia de espíritos de luz. Aí fiquei pensando um pouco se isso não retiraria um pouco da individualidade dessas pessoas, tipo assim: não tiraria o mérito deles serem naturalmente bons atribuindo a outros o que era característico deles mesmos? O que acha?

    • Então Silvio,

      A bíblia tem trocentas traduções, algumas diretamente do grego, outras de outras línguas, algumas feitas por igrejas… isso acaba podendo adulterar seu conteúdo, né?

      Na entrevista no Pinga-fogo – acabei de ver há pouco – um dos convidados diz que nada de autores como Gandhi, Aristóteles, Sócrates, Hegel foi jamais psicografado e pergunta se isso não acontece porque a escrita destes autores é difícil. No programa, vendo a pergunta na íntegra, ficamos sabendo que o convidado é jornalista e filósofo. Bom, a resposta do Chico, como pergunta, é que quem garante que estas figuras também não eram médiuns. Se pensarmos na figura apenas do que os filósofos deixaram escrito, não acho demérito ter psicografado nada, até porque, pelo menos da vida de Sócrates – que inclusive aparece em espírito, bem como Platão, nas obras principais do Espiritismo – não acho que isso diminua a sua importância porque, além do que ele escreveu, existe o que ele viveu e deixou como modelo. Gandhi… não lembro dele ter escrito algo importante; este sim teve na sua vida seu grande legado e, caso tivesse escrito algo, isso diminuiria seu comportamento ilibado e tão elogiado?

      A gente pode mesmo falar do caso de Chico Xavier: ele não era uma pessoa boa porque psicografava, provavelmente ele conseguia psicografar tantas coisas maravilhosas porque era bom.

      Editado para psychosegurança, hahah. Informações coletadas.

  6. Esqueci de dizer duas coisas:

    1º) No livro do Marcel Souto Maior, o programa Pinga-fogo aparece, mas não como fato principal. O que eu quis dizer com o filme foi fiel ao livro, foi em relação aos fatos contados que, aliás, o autor tirou de outras obras sobre Chico e de fatos contados pelo mesmo e pelos que o conheciam.

    2º) Assistindo ao vídeo a gente percebe, claro, que muita coisa foi utilizada para dar dramaticidade ao filme. A história da carta do rapaz morto sem querer pelo amigo é real, mas o moço não era filho do produtor de Pinga-fogo. Se não me engano, a história aconteceu em Goiânia.

  7. Sheilinha, estou adorando a discussão, até porque a intenção do blog é justamente a de utilizar os filmes para aprofundarmos em uma discussão de nível mais geral mesmo. Fique tranquila.
    Então, eu fico pensando o que garante com tanta certeza ao filósofo de que não era psicografia? A resposta do Chico acabou por questionar algo que ele tinha como certo. Seria legal se ele tivesse a oportunidade de explicar porque diz isso com tanta certeza. Entendi sua postura, mas não acha que essas pessoas sofreram demais?
    Ah, uma outra coisa: Emanuel, o guia espiritual de Chico, parece bastante “frio” em vários pontos do filme. Porque isso acontece? É também fidedigno ao livro?
    A dramaticidade é comum a filmes, ainda mais da Globo filmes, né, Sheilinha, acho que a gente tem que acabar se acostumando com o tom meio novelístico que existe nas produções globosivas.
    Ah, editei seu email e msn para segurança. Já acrescentei seu msn.

  8. Mas Scofa, não tem como não saber quando se está diante de qualquer manifestação espiritual! SE era através de mediunidade o que foi escrito pelos filósofos. E Chico não afirma, ele deixa no ar a pergunta. Além do mais, na entrevista, vemos que o tópico muda em seguida.

    E sim, defitivamente essas pessoas sofreram muito, e olha que nem falei de Joana D’Arc que “ouvia vozes e via aantos”. Mas no Espiritismo acreditamos que, antes de reencarnarmos nós escolhemos as provas pelas quais passaremos. Claro que é muito sofrimento, dolorido em excesso muitas vezes – o que Chico sofria criança pequena sempre me emociona lembrar – mas estas pessoas sabem que estão amparados pela espiritualidade amiga.

    Emmanuel… (rsrs) Sim, ele era super-firme com o Chico, mas também, em muitos momentos, se mostra de um amor profundo, buscando consolar o médium em passagens tristes, como aquela do sobrinho dele que, na verdade, deu mais xabu do que mostrado ali! Pena que o filme não mostra isso. A relação dos dois é muito antiga; em dois dos livros que ditou – “Há dois mil anos” e “50 anos depois” – Emmanuel fala de sua vida. No primeiro livro, ele conta que Chico foi seu filho nesta vida no tempo de Jesus – que ele conhece na Judéia.

    Ah, Emmanuel é reencarnação do Pe. Manoel da Nóbrega, jesuíta do tempo de José de Anchieta!

    (mas aí já é outra história…)

  9. Sheilinha, acho que você não entendeu. Não foi Chico quem afirmou, foi o filósofo com seus ares de superioridade. Gostaria que ELE provasse o que estava falando. Concordo plenamente que não há como provar manifestações espirituais porque na verdade é questão de fé e toda fé não pertence ao âmbito da racionalidade, ela é profundamente mais do que isso. Aliás, considero a fé na ciência outra manifestação de crença.
    Sim, eu senti um tom rígido em Emmanuel durante o filme todo, algo desprovido da mesma aura das personificações dos outros (como sua mãe, por exemplo), por isso achei bem estranho.
    E, olha, o próprio Daniel Filho diz que é impossível retratar a vida de alguém em uma obra de duas horas de duração. Por isso é natural que sintamos falta de algumas coisas mesmo, haha.
    Mas me incomoda muito o padrão globosivo do filme, um tom meio novelesco, não sei.
    Você deve estar louca para assistir a Nosso Lar, que parece ter cunho de superprodução nacional, hein? Parece que a retratação do inferno principalmente (sempre me atraio pelo sombrio por amar filmes de horror, haha) é genial.

  10. Ah, tá, entendi! Pois é, o jornalista/filósofo deveria provar o que fala, mas ele, em seguida, diz que ali não é um programa de debates e que não lhe cabe ficar discutindo aquilo, ali.

    Do Emmanuel, te garanto, ele não era tão rígido como ali pareceu.

    Será que esse ar de novela dos filmes da Globo Filmes não acaba acontecendo porque, por exemplo, o Daniel Filho vem da direção destas produções? Acho que é meio o que eles sabem fazer, o que não deveria acontecer, claro. Mas é que até os atores são os mesmos: um amigo veio aqui em casa hoje e disse, “Ah, o Chico Xavier novo é aquele ator da novela que terminou, né?” rsrs

    Sim, estou ansiosa por “Nosso Lar” porque o livro em si já é impressionante. O que vínhamos discutindo era como eles fariam para criar a cidade Nosso Lar e tudo o mais. Em tempo, o Espiritismo não crê em inferno, o que veremos será o umbral, um local de passagem – acho que equivale ao purgatório católico – onde o espírito André Luiz, que ditou o livro, ficou por um bom tempo.

  11. Estou aguardando ansiosamente o lançamento deste filme em DVD. Por razões óbvias não vou baixar na Internet e também não tenho tempo de assistir no cinema.

    Pelos comentários que li na internet o filme é interessante assim como seu personagem título.

  12. Opa, mais visitas ilustres no site : ) Mas que pena, Movio. Vale a pena ver no cinema. Veja sim em dvd. A Sheila deu uma aula aí em cima que vale a pena ler também depois de ver o filme. Ah, também é sensacional a entrevista que ela postou. O Chico Xavier é mesmo fascinante.

  13. Eita responsabilidade! rsrs

  14. Oi Scofa e Sheila, do cinema fantástico eu estou um pouquinho sumido, mas acabei acompanhando esse post e apareci pra deixar um comentário. Também venho de familia espirita de algumas gerações. Minha mãe nasceu em Goiânia e cresceu em Uberaba antes de vir para São Paulo e as minhas tias todas acompanharam parte da história de Chico nos anos que moravam por lá.

    Fomos ver o filme nessa semana e gostamos bastante, obviamente que pelo envolvimento , assim como a Sheila, não consigo avaliar o aspecto cinema do filme sem ser tendencioso.

    Quanto a estória do rapaz contada no filme, na verdade ela foi uma das duas muito parecidas que tiveram desfechos semelhantes. A do filme foi de um rapaz de nome Mauricio de Campinas de Góias. A outra foi do Henrique, que morreu em uma brincadeira de roleta russa. Esse caso também acabou com a absolvição do amigo que participava da brincadeira através de uma carta pedindo perdão pro colega do rapaz. Essa ultima sei um pouco mais por que minha mãe era prima dele.

    Quanto ao ponto dos textos bíblicos, na verdade o que conhecemos como sendo a bíblia foi uma compilação de textos realizada por um Papa. Na verdade foram selecionados varios textos, mas também deixados de fora tantos outros com versões diferentes da que conhecemos. Fora que as diversas traduções e passagens ao longo dos anos também contribuem por alterar ou perder o verdadeiro significado de alguns do texto.

    Isso não é exclusivo da Biblia Cristã não. Outro dia estava lendo uma tradução do Alcorão e podemos claramente ver que as interpretações dadas para as tais Guerras Santas e a punição com morte são totalmente equivovadas, pois ao mesmo tempo que ele condena alguns tipos de ação, ele dá absolvição caso o individuo reconheça seu erro.

    Por ora é isso.
    Abraços
    Fantz

  15. Oi, Fantz, seja muito bem vindo à discussão. Poxa, quem diria que tanto conhecimento sairia de um filme produzido pela Globo, kkkk. Várias informações importantes no seu post. Eu fiquei bastante impressionado com as histórias relatadas no filme e agora que você falou dos nomes fiquei ainda mais impressionado que na hora, não sei bem porque. Acho que o universo fílmico parece realmente ser só um universo paralelo à realidade. A transposição para o real toma ares maiores de complexidade quanto às nossas emoções.
    Explicação interessante também dos textos bíblicos, não tinha a menor ideia dessas posições.
    Ah, Fantz, não se esqueça de dar nota para o filme nas estrelas. : )

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